quarta-feira, 27 de março de 2013

O DIVINO LEGADO



“Antes de avançarmos outras considerações, reputamos de magna importância ressaltar aqui a extrema simplicidade, a completa humildade, a pobreza, o desatavio e a singeleza com que Jesus marcou, de modo iniludível e indelével, a sua presença e o seu messianato neste mundo. 
Ele não teve sequer onde reclinar a cabeça. Nada possuiu de material, nenhuma propriedade, nenhum dinheiro, nenhum bem. Cercou-se da gente mais inculta de um povo social e politicamente subjugados. Reuniu em torno de si amigos rudes e iletrados da região mais pobre do Império Romano. Falou sempre na linguagem mais simples que alguém jamais usou e, sem nada ter escrito deixou registrado no coração e na memória dos que lhe ouviram a palavra e testemunharam o exemplo. 
Peregrino paupérrimo, sem bolsa nem cajado, título ou dinheiro, jamais ocupou qualquer cátedra, nunca teve a mínima parcela de poder mundano, não possuiu qualquer diploma de escolaridade, foi coroado apenas com espinhos, publicamente açoitado como se fosse bandido e finalmente pregado numa cruz infamante, como se fosse um ladrão. 
Foi assim se apresentando e assim agindo que dividiu as eras terrestres em antes e depois dEle, como ninguém jamais o fez, permanecendo para sempre como a maior presença, o mais alto marco, a mais elevada e imorredoura expressão de toda a História Humana, em todas as épocas do mundo.”
(Áureo, Universo e vida. 8 ed., p. 118-119).

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