“Antes de avançarmos outras considerações, reputamos de
magna importância ressaltar aqui a extrema simplicidade, a completa humildade,
a pobreza, o desatavio e a singeleza com que Jesus marcou, de modo iniludível e
indelével, a sua presença e o seu messianato neste mundo.
Ele não teve sequer
onde reclinar a cabeça. Nada possuiu de material, nenhuma propriedade, nenhum
dinheiro, nenhum bem. Cercou-se da gente mais inculta de um povo social e
politicamente subjugados. Reuniu em torno de si amigos rudes e iletrados da
região mais pobre do Império Romano. Falou sempre na linguagem mais simples
que alguém jamais usou e, sem nada ter escrito deixou registrado no coração e
na memória dos que lhe ouviram a palavra e testemunharam o exemplo.
Peregrino paupérrimo,
sem bolsa nem cajado, título ou dinheiro, jamais ocupou qualquer cátedra, nunca
teve a mínima parcela de poder mundano, não possuiu qualquer diploma de
escolaridade, foi coroado apenas com espinhos, publicamente açoitado como se
fosse bandido e finalmente pregado numa cruz infamante, como se fosse um
ladrão.
Foi assim se apresentando e assim agindo que dividiu as eras terrestres
em antes e depois dEle, como ninguém jamais o fez, permanecendo para sempre
como a maior presença, o mais alto marco, a mais elevada e imorredoura
expressão de toda a História Humana, em todas as épocas do mundo.”
(Áureo,
Universo e vida. 8 ed., p. 118-119).

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